Os Arts. 171 a 179 do Decreto-Lei nº 2848 de 1940 (Código Penal Brasileiro) versam sobre estelionato e outras fraudes. São inúmeros os tipos de fraudes e catastróficos os impactos causados à instituição vitimada e à sociedade. A fraude é um risco classificado no grupo de risco operacional, pois, habitualmente, ocorre em virtude de adulteração de controles, descumprimento e/ou interpretação discricionária tendenciosa de procedimentos contábeis, desvio de valores, divulgação ilegal de informações etc. Como resultados de estudos feitos, no Brasil, em determinado ano, foram elaborados os gráficos dispostos nas figuras 1, 2 e 3 a seguir:



Considerando os conhecimentos contábeis sobre as áreas de uma empresa/organização/instituição, bem como a inter- pretação dos dados divulgados nas figuras anteriores, resultantes dos estudos realizados, um auditor chegará às seguintes conclusões, EXCETO:
Uma CIA apresentou em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2012 um Imobilizado registrado pelo valor original de R$ 250.000,00 e Depreciação Acumulada de R$ 75.000,00. Em 2013, foram verificados que o valor de mercado e o Desempenho desse Bem reduziram mais que o esperado. Diante dos fatos, constatou-se que:
- A vida útil futura estimada para o Bem é de três anos;
- O valor líquido de venda do Bem é de R$ 120.000,00;
- Os fluxos de caixa futuros estimados a uma taxa de 15% a.a. totalizam R$ 142.000,00.
A partir dessas informações, a CIA concluiu que o valor recuperável desse Bem (valor de uso) é maior que o seu valor líquido de venda. Assim sendo, atendendo ao que determina a NBC TG 01 (R4) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a CIA deverá reconhecer em seus resultados uma perda por desvalorização de forma a refletir o Valor Recuperável desse Imobilizado no valor de:
A Entidade B é a única controladora (100%) da Entidade A e avalia esse investimento pelo Método da Equivalência Patrimonial. Além disso, a conta Investimentos Permanentes em Outras Sociedades que B detém refere-se, exclusivamente, à sua participação em A. No exercício social encerrado em 31/12/2019 estas duas entidades apresentaram os seguintes saldos em seus respectivos Balanços Patrimoniais individuais:
BALANÇOS PATRIMONIAIS
31/12/2019
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ENTIDADE A |
ENTIDADE B |
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Ativo Total |
1.500.000 |
4.150.000 |
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Ativo Circulante |
500.000 |
1.500.000 |
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Caixa e Equivalentes de Caixa |
250.000 |
1.000.000 |
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Contas a receber |
200.000 |
350.000 |
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Estoque de Mercadorias |
50.000 |
150.000 |
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Ativo Não Circulante |
1.000.000 |
2.650.000 |
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Ativo Realizável a Longo Prazo |
0,00 |
300.000 |
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Investimentos Permanentes em Outras Sociedades |
0,00 |
1.450.000 |
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Imobilizado |
1.000.000 |
800.000 |
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Intangível |
0,00 |
100.000 |
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Passivo Total |
1.500.000 |
4.150.000 |
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Passivo Circulante |
50.000 |
250.000 |
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Obrigações Sociais e Trabalhistas |
8.000 |
30.000 |
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Fornecedores |
40.000 |
200.000 |
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Obrigações Fiscais |
2.000 |
20.000 |
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Passivo Não Circulante |
0,00 |
100.000 |
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Outras Obrigações |
0,00 |
100.000 |
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Patrimônio Líquido |
1.450.000 |
3.800.000 |
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Capital Social Realizado |
1.200.000 |
3.000.000 |
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Reservas |
250.000 |
800.000 |
As Entidades A e B apresentaram as seguintes informações correspondentes ao exercício social de 2020:
- Metade do Estoque de Mercadorias que constava no Balanço Patrimonial (em 2019) de B foi vendido para A.
- B efetuou operações de venda de mercadorias somente para A. Todas as vendas foram a prazo e a receita total dessas vendas foi de R$ 150.000,00.
- A revendeu para terceiros todas as mercadorias adquiridas de B. A receita total (à vista) auferida por A foi de R$ 250.000,00.
Considerando somente as informações apresentadas e as Normas Brasileiras de Contabilidade NBC TG 36 (R3) – Demonstrações Consolidadas e NBC TG 18 (R3) – Investimento em coligada, em controlada e em empreendimento controlado em conjunto, assinale o valor do Resultado Consolidado no encerramento do exercício social de 2020. Admita que as informações apresentadas são as únicas relevantes para apuração do resultado do exercício.
A Sociedade Empresária “A” produz um único produto e sua produção atual está em 80% de sua capacidade total. Toda essa produção já foi contratada para ser vendida ao preço de R$ 1,00 por unidade para a Sociedade Empresária “B”. A Sociedade Empresária “C” mostrou-se interessada em adquirir 10.000 unidades do produto da Sociedade Empresária “A”, mas se o preço de venda fosse de R$ 0,60 por unidade. Sabe-se que os custos de produção da Sociedade Empresária “A” – independentemente de aceitar ou não a proposta de “C” – são caracterizados da seguinte maneira: Custo Fixo total R$ 25.000,00 e Custo Variável R$ 0,50 por unidade. Outra informação relevante é que a capacidade total de produção da Sociedade Empresária “A” é de 100.000 unidades. Se a Sociedade Empresária “A” aceitar a proposta da Sociedade Empresária “C”, a margem de contribuição total após o incremento de 10.000 unidades na produção atual será de
De acordo com a NBC TG 26 (R5) – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, a informação é material se sua omissão, distorção ou obscuridade pode influenciar, de modo razoável, decisões que os usuários primários das demonstrações contábeis de propósito geral tomam como base nessas demonstrações contábeis que fornecem informações financeiras sobre relatório específico da entidade.
Com base nesse enunciado, leia o fragmento a seguir.
A materialidade depende da _____ ou _____ da informação, ou de ambas. A entidade avalia se a informação, individualmente ou em combinação com outra informação, é material no contexto das suas demonstrações contábeis tomadas como um todo.
Assinale a alternativa cujos itens completam corretamente as lacunas do fragmento acima.
Pedro é o responsável pelo gerenciamento de custos de uma empresa e está testando três sistemas de custeio: Custeio Baseado em Atividades, Custeio Variável e por Absorção. Pedro observou que, caso venda todas as suas unidades produzidas, o sistema de custeio que fornecerá o menor lucro será:
No contexto da auditoria de demonstrações contábeis, o objetivo geral do auditor independente é obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorções relevantes. Para tanto, deverá estar atento a uma série de riscos potenciais, que devem ser identificados, avaliados e respondidos, de forma a minimizar eventuais impactos sobre o trabalho de auditoria. Sobre o tema e com base nas normas de auditoria vigentes no Brasil, assinale a afirmativa INCORRETA.
Aprender, aprender, aprender
Por Maria do Carmo Nóbrega.
Capacitar e valorizar cada vez mais o profissional da contabilidade brasileiro. Esta sempre foi uma das maiores ban- deiras desse líder nato, natural do Crato-CE e filho da dona Maria e do seu Antônio, José Martonio Alves Coelho. Nesta entrevista especial para a RBC, em decorrência do Dia do Profissional da Contabilidade, o contador e ex-presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) fala um pouco da leitura desse novo profissional, tecnológico e multidisciplinar, e do futuro da profissão.
Revista Brasileira de Contabilidade (RBC) – A emblemática frase “Trabalhemos, pois, bem unidos, tão convencidos de nosso triunfo, que desde já consideramos 25 de abril o Dia do Contabilista Brasileiro” foi proferida em 25 de abril de 1926 pelo Patrono dos Profissionais da Contabilidade, João Lyra. A partir da sua ampla visão na esfera contábil, aponte um motivo para a comemoração da data, neste ano de 2023, em grande estilo.
Martonio – Considero que, por trás da data simbólica, não existe um motivo único para a comemoração, mas um conjunto de motivos. São incontáveis lutas, desafios e conquistas ao longo desses quase 100 anos. Durante esse tempo, nossos vários antecessores, com suas dignas competências e compromissos, buscaram a valorização e o pleno desenvolvimento da profissão – profissionais valorosos que não arredaram de sua missão de realizarem um trabalho de excelência, a partir da união de seus pares, com absoluta responsabilidade e ética.
Desde a formação dos nossos primeiros guarda-livros, que tinham atribuições mais restritas e simplórias do que as que desempenhamos atualmente, foram muitas vitórias à custa de tantas dificuldades. De 1926 para cá, a Ciência Contábil tornou-se exigente quanto ao conhecimento teórico, aperfeiçoou suas práticas, modernizou seus procedimentos e normativos e adotou a tecnologia da informação como a sua grande aliada.
Com isso, hoje, temos muito a comemorar. Comemorar o fato de que a profissão contábil alcançou o seu justo e legítimo espaço na sociedade brasileira; de que somos uma profissão indispensável, respeitada e forte, beirando a marca de 530 mil profissionais e de 85 mil organizações contábeis, totalmente afinada e em sintonia com o que estabelece a nossa lei de regência, o Decreto-Lei nº 9.295, de 1946, que regulamenta a profissão e institui os Conselhos de Contabili- dade; de que transcendemos as paredes dos escritórios a partir do momento que passamos a nos capacitar e a nos aprimorar ainda mais, desenvolvendo a nossa capacidade de atuar não só dentro da lógica dos números, mas de relacioná-los ao ambiente dos negócios.
(Aprender, aprender, aprender. REVISTA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE. Edição nº 260, março/abril de 2023. Disponível em: https://cfc.org.br/
wp-content/uploads/2023/05/RBC260_mar_abr.pdf. Fragmento.)
A partir das escolhas linguísticas empregadas no texto e de suas demais características estruturais, pode-se afirmar que:
Em um litígio entre sócios por suspeita de irregularidades foi nomeado um perito contábil para subsidiar a constatação de uma possível fraude contábil relacionada a funcionários fantasmas na folha de pagamento dentro de um prazo estabelecido. Porém, foi recusado porque a empresa investigada pertencia a um inimigo ideológico. Tendo sido aceita a impugnação, o perito contábil foi afastado sem que terminasse o seu trabalho e, para o seu lugar, foi nomeado outro. Sabe-se que o perito contábil já havia recebido os valores pelo trabalho não realizado e, passados quinze dias, constatou-se a não devolução dos referidos valores. Neste caso, é correto afirmar que o perito contábil pode incorrer na seguinte pena: